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Trouxemil é uma freguesia portuguesa do concelho de Coimbra , com 7,81 km² de área e 2 999 habitantes ( 2001 ). Densidade: 384,0 hab/km².
| Concelho |
Coimbra |
| Área |
7,81 km² |
| População |
2 999 hab. ( 2001 ) |
| Densidade |
384,0 hab./km² |
A FREGUESIA de Trouxemil dista de Coimbra cerca de oito quilómetros, sendo composta pelos lugares de Adémia de Cima, Adémia de Baixo, Abarraques, Adões, Cioga do Monte, Fornos e Trouxemil. A sua população ronda os cinco mil habitantes.
E m termos de actividades económicas, historicamente impera a agricultura, sendo de assinalar várias grandes quintas, que ainda existem na freguesia, apesar de dominar a pequena exploração agrícola.
Trouxemil conta ainda coma presença do sector secundário, sendo possível encontrar algumas indústrias de fabrico de candeeiros, tapeçarias, moagens, óleos e azeites alimentares e vinhos.
E m documentos do século X, do Mosteiro do Lorvão, Trouxemil é referida como «Crescemiri» no ano de 883, modificando-se o topónimo para «Creixemirs» em 968, durante a 1ª Reconquista. Alguns autores relacionam Trouxemil com origem germânica, referindo a sua terminação «mil» (gótica). Este lugar teria sido uma propriedade rústica paralelamente à da sua suevo-vísigótica Aeminium. Outros autores referem que a Villa existiria já no tempo de Afonso III das Astúrias que a conquistou aos Mouros.
D epois da expulsão dos árabes, um presor de nome Crescimiro povoou-a com gente cristã. Atenda-se ao facto de no ano 883, o rei Afonso III ter doado este lugar à Catedral de Santiago, o que de certa maneira se compreende, pois ainda hoje o lugar tem o mesmo orago.
E m termos patrimoniais, a freguesia ostenta diversos monumentos religiosos, com destaque para a igreja paroquial, dedicada ao apóstolo S. Tiago. Trata-se de um edifício pequeno, neste momento pintado de branco e reformado no século XVIII. Entre as figuras presentes neste templo destacamos um S. Sebastião de pedra, provavelmente do século XV.
R eferência ainda à capela de Nossa Senhora das Neves, edifício simples do século XVII, à capela de S. Miguel, em Abarraques, que apresenta uma imagem gótica do santo, do princípio do século XVI, ou à capela de Nossa Senhora da Paz, em Adémia de Cima, remontando ao século XVI.
C omo já referimos, várias são as quintas existentes na freguesias, algumas ainda activas em termos agrícolas e pecuários. Quinta da Cioga (Cioga do Monte), Quinta de Trás-os-Muros (em Fornos, com um brasão de armas datado de 1608), Casa da Família Morais (quinta de grande extensão também em Fornos), Quinta do Esteves (Fornos), Quinta do Cabeço (Fornos), Quinta de Santa Maria, (quinta datada possivelmente de finais do século XVIII, remodelada recentemente e activa, nomeadamente a nível vinícola), Quinta do Monte Belo (Obra do Padre Serra em Alcarraques).
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